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24de março de 2019
by Vania Faria Sutherberry

<< Por Vania Faria Sutherberry >>

Transformação Cultural e profissionalização na área de saúde

Profissionalização somada a uma cultura forte e sustentável pode gerar resultados excepcionais para as empresas nos mais diversificados seguimentos de mercados. Essa máxima não é novidade para ninguém. Faz parte da evolução de mercados, assim como da evolução humana.

 “Os mais fortes e resistentes sobreviverão à passagem do tempo” – Charles Darwin.

Previsões de sobrevivência de empresas na atualidade são muito parecidas com as constatações descritas por Darwin em seu livro “A Origem das Espécies”, lá em 1859. A diferença vem de alguns termos novos usados, tais como empresas, organizações, mundo dos negócios. Segundo as previsões de hoje a “saúde organizacional” depende de três fatores: boa estratégia de negócios; profissionalização com excelência em processos; e cultura organizacional orientada para valores.

Essas previsões encontram-se nos diversos publicadores de conteúdo especializados em negócios, e também em livros dos maiores pensadores do momento, tais como: Jim Collins, John Kotter, William Bridges, Patrick Lencioni e Richard Barrett.

E por que será que, mesmo com tantas informações disponíveis, ainda existem inúmeras empresas que não entraram na era da profissionalização e fortalecimento de cultura?

Quando nós, consultores de desenvolvimento humano e organizacional, olhamos para o seguimento de serviços na área da saúde (serviços atendimentos médicos, clínicas especializadas, hospitais e laboratórios) nos deparamos com um cenário ainda mais inexplorado do ponto de vista destes elementos.

O fato é que muitas empresas neste segmento cresceram organicamente. Foram implementando rotinas e procedimentos de trabalho, na medida em que as necessidades iam surgindo. Por isso, é corriqueiro identificar neste segmento de mercado empresas com 50, 100 ou mais colaboradores sem um mínimo de processos organizacionais profissionalizados.

Muitas são altamente informatizadas (digitalizadas), atualizadas e sofisticadas do ponto de vista de dados sobre o cliente/paciente, protocolos de atendimentos e equipamentos. Podemos dizer que no Brasil, o nosso atendimento particular ou de convênios, supera o de muitos países classificados como mais desenvolvidos – referência em qualidade de serviços quando comparados com muitas culturas mundo a fora.

No entanto, quando a questão está relacionada a rotinas internas e processos de DHO – desenvolvimento humano e organizacional, encontramos os grandes desafios. Poucas empresas neste segmento estão em condições de competitividade no mercado interno. Isso significa que elas podem deixar de existir de um dia para o outro. Num piscar de olhos. Tem sido assim nos outros mercados e não poderia ser diferente no mercado de serviços de saúde.

Neste sentido, alguns desafios precisam ser encarados rapidamente pelas liderançasdeste mercado, para que suas empresas possam estar vivas e saudáveis durante os próximos 5 ou 10 anos. Os líderes, sejam eles médicos ou não, precisam aplicar minimamente uma injeção de profissionalismo nos seguintes processos:

  • Manutenção e retenção de talentos (tanto na área médica como nas áreas operacionais);
  • Desenvolvimento de pessoas para sucessão e meritocracia;
  • Avaliações de performance/desempenho e comportamentos;
  • Capacitação permanente das equipes em conteúdos técnicos e comportamentais;
  • Desenvolvimento de Lideranças;
  • Alinhamento de benefícios e salários para que haja compatibilidade com o mercado;
  • Avaliação e gerenciamento contínuo do clima e engajamento dos colaboradores;
  • Criação de cultura de feedback e feedforward contínuos;
  • E por último, criaçãode uma cultura de valores forte e resiliente, visando suportar processos de tomadas de decisão, alinhamento e convergência de esforços para crescimento contínuo e sustentável.

Sobre cultura de valores, podemos afirmar que este é o processo que deve exigir mais energia das lideranças e por isso mesmo não deve ser renegado ou deixado para ser colocado em prática amanhã. Ele é o mais importante de todos. Se a Cultura Organizacional for fraca e/ou limitante, essas empresas poderão estar em sérios riscos de sobrevivência.

Cultura organizacional forte gera união, força e vantagem competitiva. E esses são fatores que com certeza transformam o “jeito de fazer e criar serviços”. Transformam empresas fornecedoras de serviços na área de saúde em empresas geradoras de saúde humana. Transformam o lugar de trabalho de seus colaboradores no lugar onde essas pessoas irão vivenciar suas missões de vida. Lugar onde se vive saúde 360 graus.

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Vania Faria Sutherberry autora e consultora em Cultura OrganizacionalVania Faria Sutherberry – escritora, palestrante e consultora especialista em cultura organizacional por valores. Membro do Barrett Values Centre desde 2008 (Reino Unido), especialista em projetos de transformação cultural, change management e coaching executivo. Autora do livro “Lentes Coloridas – uma nova visão sobre missão e destino” e co-autora do livro “A World Book Of Values”. Mais de 25 anos de experiência em projetos consultivos organizacionais e desenvolvimento de pessoas. No passado atuou como consultora sênior no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), como gerente de projetos em empresas como Grupo VR, SENAC e em renomadas consultorias internacionais. Sócia-fundadora da Evolução Humana Consultoria. Mestre em gestão de sistemas de informação pela PUC de Campinas, com formação acadêmica Ciências da Computação e pós-graduação em Análise de Sistemas.

Agentes de Transformação, Espiritualidade nas empresas, Inovação, Liderança Brasil, Saúde Brasil, Transformação Cultural, Transformação Digital , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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